terça-feira, 30 de novembro de 2010

OPINIÃO: ‘Explicações sobre o NÃO acontecimento da festa Coxa’

Mais um post do Luiz Carlos, torcedor e colunista do blog: da Torcida que nunca abandona. Um debatedor sobre as causas do CORITIBA.

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ter, 30/11/10

por luiz.carlos |

categoria Coritiba, Opinião

| tags Coritiba, opinião do torcedor

Divulgação

Divulgação

O fiel torcedor Coxa-Branca Felipe Oscar Ribeiro, uma jovem liderança da torcida alviverde, um dos idealizadores das faixas “Tua camisa alviverde com orgulho para sempre hei de amar” e “Vamos, vamos meu Verdão! Vamos, não pare de lutar!”, e daquelas que homenagearam o Aryon Cornelsen e ao título daFaixa Azul, além de um bandeirão que em alguns jogos é estendido no primeiro anel da curva do Couto Pereira (outros dois estão serão confeccionados pelos torcedores), escreve sobre os acontecimentos que antecederam ao jogo Coritiba x Guaratinguetá, no sábado, antes da partida, no lado de fora do Couto Pereira.

Na oportunidade, um grupo de torcedores coritibanos que preparava uma recepção pacífica e elogiosa para o time Campeão Brasileiro da Série B de 2010, foi impossibilitado de fazer a sua festa para os jogadores alviverdes.

“Essa é uma ‘carta’ que gostaria que todos os que criticaram o protesto e disseram que não existe isso de censura no Couto Pereira, tenham ciência da existência.

Aproveitando o e-mail, mando os vídeos da recepção que fizemos (ao menos em parte, se não fosse a PM e o Clube, explicação esta que esta na tal carta) ao ônibus do Coritiba.

Gostaria de aproveitar, para deixar minha nota de REPÚDIO a Polícia Militar do Paraná e principalmente, ao Marketing e Administração do Estádio do Coritiba Foot Ball Club.

No sábado, dia 27/11, havíamos preparado uma grande festa para os jogadores, no momento em que o ônibus do Coritiba, chegasse ao Estádio Couto Pereira. Nessa festa, haveria artefatos como fumaças de bastão, sinalizadores, candelas, fogos de potência mínima. Por questões de segurança, não levamos fogos de impacto, de explosão.

Já que estamos proibidos pelo Estatuto do Torcedor de levar sinalizadores para dentro do Estádio e de levar extintores com fumaça verde, por determinação da Diretoria do Coritiba Foot Ball Club (conforme me foi passado por um funcionário), pensamos em agradecer aos jogadores usando os mesmos artefatos na rua (Estatuto do Torcedor não fala nada sobre fazer festa na rua).

Pois bem. Na sexta-feira, dia 26/11, um dos organizadores da festa, comunicou ao Marketing do Coritiba Foot Ball Club sobre a festa. O mesmo autorizou a festa.

É chegado o dia do jogo. Por volta das 14:30 (cerca de 30 minutos antes da delegação coxa-branca chegar), duas equipes da Polícia Militar do Paraná abordaram os torcedores que se reuniram na rua, para recepcionar os jogadores.

A Polícia, mostrou despreparo físico e emocional, para lidar com a multidão. Ações como apontar arma na cabeça e peito de torcedores, mandar jogar camisas e bandeiras ao chão e principalmente, mandar o torcedor calar-se (usando outras palavras), foram apenas o começo da repressão que viria minutos mais tarde.

Segundo o policial, haveria denuncia de que haviam torcedores com bebidas alcoólicas e portando armas de fogo. Após revistarem as mochilas dos torcedores presentes ao local, nada foi encontrado.

Quando nos preparávamos para fazer a distribuição dos artefatos, chegam outros policias da Polícia Militar do Paraná e da ROTAM, dizendo que por ordem do Clube e do Comandante da Operação, os materiais (artefatos que seriam utilizados na festa), deveriam todos ser apreendidos, com o acordo de que retirássemos ao final da partida. Após levarmos os artefatos para a triagem da Polícia Militar, explicar o que eram os artefatos, para que fim seriam utilizados, fomos liberados.

Após ouvirmos da boca de um dos policias, que a ordem da apreensão partiu também do Clube, fomos atrás do admistrador do Estádio que isentou-se dizendo que não tinha poder para controlar o que acontece em uma via pública.

Gostaria de saber que crime cometemos? Acender sinalizadores na rua é crime? Deveriam criar uma lei que extingua o Reveillon, se for seguir esta lógica. O próprio Estatuto do Torcedor, em seu Art. 13-A deixa claro que a proibição dos fogos é apenas dentro do Estádio. Tivemos nosso direito de liberdade de expressão , completamente ignorado após a apreensão dos artefatos.

Meu repudio ao Diretor de Marketing do Coritiba, que foi avisado sobre a festa, e sequer passou um ofício a Policia Militar do Paraná. Fomos censurados!

Cabe ressaltar ainda, que os artefatos que foram levados para a triagem foram devolvidos ao final da partida (mais um fato que comprova, que se realmente, fossem fogos perigosos, não teriam sido devolvidos, sem contar que seriamos autuados na hora, coisa que não aconteceu)”.

Felipe Oscar Ribeiro

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  1. 4

    Carlo Ramirez:
    30 novembro, 2010 as 10:20

    Luiz.
    Tenho acompanhado estes acontecimentos com atenção, alias, acredito que todo torcedor de bem esta acompanhando tbm.
    Acho q a IAV esta falhando em um ponto importantíssimo . Existem muitas pessoas q usam aquela camisa, e provocam confusões. Ouvi um jornalista na TV, dizer que no dia em que o coxa confirmou o título, torcedores do Coritiba, usando as camisas da IAV estavam na frente do Couto Pereira e vandalizavam carros vermelho que passavam. A presidência da IAV, na precisa negar…mas buscar dentro de sua organização mecanismos para identificar e punir estes mal elementos que estão manchando a historia da IAV. Vejo a IAV negar tudo…sempre… ninguém faz nada errado, mas as coisas estão acontecendo…eu, como torcedor do Coritiba dou valor a IAV, mas ela precisa encontrar estas pessoas, e entregar as autoridade para seja punidas no rigor da lei. Eu mesmo, já vi muitas coisas erradas.. .ninguém me falou. Lembro-me de um jogo, bem no começo da curva, qdo um torcedor usando a camisa ameaçou outros torcedores que pediam para ele sentar. Ele simplesmente, tirou a jaqueta e mostrou a camisa e ameaçou quem estava reclamando. O cara estava com a camisa, tinha 30 e poucos anos, e não estava próximo na organizada, estava no meio dos torcedores ” espontâneos” ( vou chamara assim)
    Neste domingo, fiquei muito triste, quando, no jogo, a IAV fez a opção de não comemorar os gols do Coritiba, é muito próximo do que a torcida do Palmeiras fez com seu goleiro.
    Acredito que o CLUBE esta tomando estas atitudes, para evitar qualquer tipo de responsabilidade sobre pessoas que não tem nenhum vinculo com o Coritba, e mesmo com a IAV. Poxa, tem coisa errada acontecendo, a IAV não sabe de nada e clube é punido.
    abraço.

    ***

    Professor, não é questão de negar, é de agir. Fora do estádio, é segurança pública. O cidadão denuncia, a PM vem e prende. Manda pra Civil, a Civil atua e a Justiça pune.

    O protesto foi errado. Na forma e na hora. Escrevi isso antes do jogo. Não comemorar gols foi errado. Xingar foi errado. Cantar músicas com palavrões foi errado.

    A Império tem sim sua responsabilidade. Mas não é a única. Quem tanto criticou a torcida por músicas ofensivas, cantou músicas ofensivas pra torcida. Deveriam ter cantado músicas do COXA, não? Vamos fingir que não ocorreu isso?

    O Povão protestou em silêncio – e errou também. Mas levou faixas pacíficas e foram sim importunados na Mauá, como fiquei sabendo numa denúncia por escrito. Quem os importunou, errou.

    Dentro do Couto, é com a diretoria. O fato é que impedir a camisa de entrar não impediu os maus torcedores, que não eram só da Império, sejamos francos.

    Pergunto: alguém foi identificado pelo sistema de monitoramento interno do Couto Pereira? E, depois de identificado, foi retirado do estádio?

  2. ----------------------------------------------------

  3. 14

    Carlo Ramirez:
    30 novembro, 2010 as 12:17

    Luiz.
    Confesso que não posso falar pelas câmeras do estádio. Acho q cada um precisa fazer a sua parte. Eu faço a minha, torcendo do meu jeito, curtindo a vitórias e derrotas do meu jeito, tbem. E Mais importante me controlando quando acontece alguma coisa que me indigna. É ótimo ter este espaço para desabafar. E melhor ainda, acompanhar sua forma de mediar estes debates.
    O clube precisa se defender, Não sou advogado de defesa do clube. Mas, a Direção da império deve conhecer seus afiliado e deve saber para quem vende suas camisas. É claro que não é um método infalível, Enquanto alguns fizerem baderna todos serão tratados mal. E nao quero dizer que todos mereçam.Tenho medo de um dia eu ou algum familiar meu ou amigo, ou aluno ser confundido com algum tipo de arruaceiro,e tratado com injustiça. O clube, infelizmente foi punido, como o único responsável, isto tbem não foi justo.
    A policia tenta colocar ordem na casa. Mas, qdo ve um grupo desgovernado ela apela mesmo, de maneira injusta e arbitraria. Gostaria muito de escrever que acredito na justiça deste pais, ou estado, ou policia…mas infelizmente é o que temos.
    abraço

    ***

    Professor, pra pensar:

    uma torcida organizada é composta por gente que é associada dele. E por gente que não é associada. Torcidas dos anos 2000 têm milhares de pessoas. Digamos, que foram 3 mil pessoas. Conhecer de vista todas essas pessoas é algo inimaginável.

    Não precisamos de diretores de organizadas que conheçam seus filiados, todos eles. Precisamos sim é que quem entrar no estádio, tenha uma identificação. E, claro, que quem é filiado da organizada, seja identificado por ela, pelas autoridades e pelo Clube.

    Citei isso durante um ano. E você é o primeiro a questionar uma situação real. Eu te trago um contraponto: será que um professor de universidade conhece todos os alunos de um campus? Não. Mas pra entrar lá na universidade, terá que ser identificado? Sim.

    Novamente volto ao início: o SISTEMA.

    Quem controla o sistema? Quem é situação. A diretoria. Seja ela quem for.

    Que sistema de controle interno foi PRATICADO no sábado?

    Professor, agora, volto ao seu tema: a organizada tem que conhecer seu integrante. Daí, quando a organizada apresenta a proposta de que só entra no estádio quem tiver a identificação dela e o cadastro feito, como vem sendo analisado pelo MP, estamos no caminho para melhorar o controle?

    Outra: e ao tirar a camisa da organizada, como exigir da diretoria dela que ela controle o cara? Dificulta ou facilita o controle a identificação visual? Lembra-se que alertei isso durante o ano, que se dificultaria o controle o veto às camisas?

    Como disse, são consequências das decisões.

    Como eu pago, no Couto Pereira, cobro da diretoria, seja ela quem for, para ter garantias de segurança.

    A lei municipal me apoia: cadê a identificação do torcedor ao acessar o Couto com o ingresso… ah! Por favor, fechem aquele portão lateral do Couto, ao lado da entrada de camarotes, pois é chato ver gente entrando por ali durante o jogo, como eu VI no sábado… E mais gente viu…

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Willian Roberto de Farias

Conheça o coxanautas

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Willian agradece o apoio dos companheiros

Prata-da-casa que vem entrando bem nos jogos do Coritiba se mostra satisfeito no clube do coração

18 de novembro de 2010, 18h45

 / Foto: Renato Becker de OliveiraO volante Léo Gago que foi vetado hoje, deu lugar no treinamento ao prata da casa William, que vem buscando oportunidades para ingressar na equipe principal.
Em entrevista concedida ao site oficial do clube, William revelou o apoio que tem recebido dos companheiros: "Acho que o grupo foi me passando um pouco de confiança e experiência no decorrer do ano, agora estou tendo minhas oportunidades e podendo mostrar", apontou.
O volante se recorda de quanfo foi testado por Ney Franco para atuar na lateral direita: "Um dia que estava precisando acabei treinando na posição e em um jogo ele falou que poderia me utilizar no lado direito, eu entrei, fui elogiado e estou pronto para ajudar", declarou, para logo em seguida complementar: "Sem dúvidas. A gente como profissional é bom trabalhar em duas posições".

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Coritiba,campeão do Brasil

William(materia)-RicardoBrejinski (1)

O CORITIBA, é campeão do Brasil. Em um ano em que tinha tudo para dar errado, fechou o ano com dois títulos de campeão no ano. Campeão paranaense com 1 rodada de antecedência, abrindo alguns pontos do segundo colocado: CAP.

E agora, o título Brasileiro. Acredito que o trabalhos dos homens a da direção do clube, fizeram seu trabalho de maneira digna. E reergueram o centenário Coritiba Foot Ball Clube. E claro que ninguém esquece a queda. Mas, como sempre disse, cair para uma série abaixo não deve ser motivo de drama. Com trabalho e dedicação, qualquer equipe sobe.

E importante destacar o trabalho do técnico Ney Franco, atual técnico da seleção brasileira sub-20.

CAMPEÃO!!!

Esportes

Segunda-feira, 29/11/2010
Antonio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Antonio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo / A taça de campeão erguida por Jéci marca o fim de 2010 e o começo de 2011 para o CoritibaA taça de campeão erguida por Jéci marca o fim de 2010 e o começo de 2011 para o Coritiba
SÉRIE B
Coritiba começa a viver o ano de 2011
Em meio à festa do título da Série B, Marcos Aurélio confirma renovação de contrato. Semana deve definir a permanência/saída de outros jogadores
28/11/2010 | 23:38 | CARLOS EDUARDO VICELLI
A volta olímpica do Coritiba se desfigurou por alguns instantes sábado no Couto Pereira, após o último jogo do time na Série B 2010 – derrota por 3 a 2 para o Guaratinguetá. Enquanto o capitãoJéci, troféu em mãos, seguia o protocolo oficial, acompanhado de boa parte do elenco campeão brasileiro, Marcos Aurélio se desgarrou dos companheiros.
Criou um festejo próprio, em frente à torcida, balançando de um lado para o outro uma taça de papelão, presente de um fã. A alegria tem explicação. O atacante seguirá no Alto da Glória por pelo menos mais um ano. “Está tudo certo, vou ficar. Só falta assinar o novo contrato”, confidenciou, escancarando o sorriso. “Mas desta semana não passa”, emendou o jogador, artilheiro alviverde no Nacional, ao lado de Rafinha, com 10 gols.
“Sofri muito no ano passado com o rebaixamento, por isso esse título e essa festa com os torcedores é muito importante para mim. Virei um coxa-branca”, disse, acenando para o público que insistia em permanecer no Couto Pereira e gritar seu nome, mesmo com a partida tendo terminado há mais de 30 minutos.
Do grupo taxado como essencial na conquista do acesso e do título, Marcos Aurélio é o primeiro a encaminhar a renovação. Leonardo, atacante que chegou a ter o nome especulado como reforço do rival Atlético, deve ser o segundo. “Está 90% resolvido”, contou, sem dar detalhes do que compõe os 10% pendentes.
Na sequência, Rafinha irá se reunir com a diretoria para prorrogar o vínculo. Amanhã o meia participa da primeira audiência, na Justiça do Trabalho, para tentar se desvincular do São Paulo, com quem mantém contrato até o fim de 2011. Rafinha alega falta de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ainda do tempo em que defendeu o Paraná, em 2009. Vencendo a disputa, renova quase que automaticamente com o Coritiba.
“Estou muito feliz aqui, em um clube que me recebeu de portas abertas”, disse, em entrevista recente.
Na contramão, Léo Gago e Enrico irão puxar a fila dos que irão embora. No próprio sábado, no vestiário, a dupla aproveitou um emocionado discurso de despedida do técnico Ney Franco para anunciar o retorno ao Vasco. Antes, porém, celebraram a conquista com restante dos companheiros em uma casa noturna da região do Batel, na festa oficial coxa-branca.
“O título é resultado do trabalho de um grupo que se gosta, por isso qualquer saída será sempre sentida”, ressaltou Ney Franco, que desde o domingo é funcionário exclusivo da CBF, onde irá coordenar as categorias de base e treinar a seleção sub-20. Terça-feira, ele faz a convocação do time que irá disputar o Sul-Americano, que também é um pré-olímpico.
Adepta do silêncio, a diretoria não confirma as renovações. Não fala nem mesmo da reformulação iminente. “Por enquanto não há nada, mas estamos trabalhando”, resumiu Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente alviverde.

domingo, 28 de novembro de 2010

Coritiba, recebe a Taça

27/11/2010 20h17 - Atualizado em 27/11/2010 20h17

Jogadores do Coxa não ligam para derrota e comemoram com a torcida

Após partida contra o Guaratinguetá, atletas exaltam a temporada vitoriosa do Coritiba. Emprestado pelo Vasco, Enrico quer seguir no Couto Pereira

Por Gazeta do PovoCuritiba, PR

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Jéci levanta a taça de campeão do CoritibaJéci levanta a taça da Série B, emprestada pela CBF
(Foto: Ag. Estado)

Apesar da derrota por 3 a 2 para o Guaratinguetá, a festa foi toda do Coritiba no Couto Pereira. Para os jogadores, o resultado negativo não atrapalhou. Teve até volta olímpica, após a partida, neste sábado.

- Essa derrota de hoje não atrapalha. Nós temos de comemorar com o nosso torcedor. Foi ano muito feliz. Espero que o meu contrato possa ser renovado com o Coritiba - disse Enrico, que tem contrato de empréstimo com o Vasco encerrado em dezembro.

O goleiro Edson Bastos foi outro que não se importou com o resultado deste sábado.

- Perdeu na hora que podia perder. Não vai ser por um jogo que vai apagar o que gente fez - disse Bastos, omentos antes do troféu de campeão da Série B, emprestado pela CBF para a ocasião, ser erguido pelo presidente Jair Cirino, no centro gramado do Couto Pereira.

O troféu, porém, somente será entregue em definitivo ao Coxa na festa do Prêmio Craque do Brasileirão, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol, em dezembro.

Na festa e euforia, alguns jogadores comentaram o resultado negativo diante da torcida, mas que garantiram que o tropeço não atrapalhou a comemoração.

- Importante é que conseguimos objetivo de subir à Série A e conquistar o título - lembrou o lateral Triguinho, afastado das últimas partidas por causa de lesão.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vergonha nacional

Futebol
20/11 - 09:15
Copa em Curitiba pode causar enxurrada de ações públicas
Especialista afirma que figura tributária criada para injetar dinheiro público na Arena da Baixada, que é um patrimônio privado, é juridicamente instável

Altair Santos, especial para o iG

Quando tudo levava a crer que a passagem da Copa do Mundo de 2014 por Curitiba estava consolidada, eis que o presidente do Atlético Paranaense, Marcos Malucelli, surge com uma declaração forte contra o evento. “Particularmente, acho que a realização da Copa no Brasil é um grande equívoco”, disse. O dirigente comanda o clube que é dono da Arena da Baixada – um dos estádios indicados pela Fifa para sediar jogos do Mundial. Fontes ligadas a Malucelli asseguram que a opinião do presidente atleticano não foi apenas uma frase jogada no ar.

Na verdade, ele mandou um recado. O alvo é o poder público, sobretudo a prefeitura de Curitiba e o governo do Paraná. Município e Estado criaram uma figura tributária, batizada de potencial construtivo, que nada mais é do que um artifício que permite injetar dinheiro público em obra privada. Juridicamente, porém, a peça só se torna perfeita se houver uma contrapartida. No caso, o Atlético teria que colocar seu patrimônio – estádio e centro de treinamento – como garantia para as obras de adequação da Arena da Baixada, que devem consumir perto de R$ 150 milhões.

Governo e prefeitura pressionam o clube a dar essa contrapartida, mas Marcos Malucelli resiste. Desde o começo do imbróglio, ela reafirma: “O Atlético não vai assinar nada que ponha em risco seu patrimônio.” O problema é que sem a materialização desta contrapartida a cessão de potencial construtivo navega em instabilidade jurídica, que pode gerar uma enxurrada de ações civis públicas, através do Ministério Público. É o que explica o advogado Ivan Gubert, especialista neste tipo de processo. “Toda vez que existe uma confusão de dinheiro público com dinheiro privado é obrigação do Ministério Público interferir e entrar com as ações cabíveis” diz.

Os alvos das ações - esclarece o advogado - podem ser os administradores públicos, aqueles que diretamente se envolveram ou aqueles que indiretamente se envolveram: a construtora que irá concluir a Arena da Baixada e o Atlético, inclusive. “É uma engenharia que eles criaram que, à primeira vista, pode dar certo. Mas agora, se você olhar com mais profundidade, pessoalmente acredito que pode dar problema”, completa Gubert. Para o especialista, só há uma saída para que a subsede Curitiba não fique inviabilizada. “A minha opinião é que o estádio que vai ser construído para a Copa seja inteiramente público. Tem que ser uma obra saída da zero, para não ter qualquer discussão”, afirma.

Leia mais sobre: Arena da Baixada, Copa 2014, Atlético-PR , Curitiba, Marcos Malucelli

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estrela de prata

Não vejo o por que desta implicância com a tal estrela. O Coritiba escreveu sua historia em nossos corações com conquistas como esta. Marca de superação de homens que fazem tão gloriosa nossa camisa.
Evidenciar nossa mais difícil conquista, com uma estrela e mostrar ao Brasil que somos uma torcida de bem, que se uniu entorno do Coritiba  e que nunca iremos esquecer da tirania do STJD.

Temos que mostrar ao Brasil que caímos por nossos erros. E que subimos de cabeça erguida, com nossos acertos e organização.
Tivemos muitas conquistas ao longo de nossa trajetória centenária ,somos o maior clube do estado. E a cada titulo, cada vitória, em qualquer competição eu comemoro no mesmo jeito. Caímos, tínhamos que aceitar....agora e lembrar da trajetória complicada que tivemos, como nenhum outro clube teve, e marcamos nossa conquista, colocando a estrela .

Por nossa historia, por nossa memoria, pela lutas de todos os torcedores de bem, concordo em colocar a estrela sim!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Coritiba, campeão do Brasil!!!

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Opinião: Aírton Cordeiro

Aírton Cordeiro
Tricampeão nacional

Publicado em 22/11/2010 | AIRTONCORDEIRO@GAZETADOPOVO.COM.BR

Nenhuma reprovação ao terceiro título nacional coritibano. Uma vez ven cedor da Primeira Di visão, em 1985; duas vezes campeão da Série B, acessando à elite do futebol brasileiro após frustrantes participações na Série A. O campeonato conquistado neste ano misturou sangue, suor e lágrimas.

Tudo começou na tarde triste de 6 de dezembro do ano passado, no jogo do rebaixamento contra o Fluminense. Pior que o descenso, o espetáculo dantesco de autoria de maus torcedores. Não gosto de lembrar daquela selvageria. Mas foi aquele episódio vergonhoso que despertou muitos coritibanos.

Começo pelo trio de ferro formado por Vílson Ribeiro de An drade, José Fernando de Ma cedo e Ernesto Pedroso, fanáticos e fiéis torcedores desde as primeiras incursões na arte de gostar de futebol. O Coritiba circula nas veias dos três, todas cuidadas com amor pelo médico vascular Fernando Macedo, o mesmo que dedicou um pedaço valioso de sua vida pessoal e profissional para cuidar do maior ídolo da história coritibana, Evangelino Costa Neves. Os dirigentes mencionados derramam lágrimas pelo Coritiba há mais de 50 anos. Exemplo excepcional de dedicação a uma instituição centenária.

Muito justo, justíssimo, elogiar Ney Franco, jogadores, outros dirigentes e a torcida fervorosa de homens e mulheres que se desdobraram para clamar por vitórias.

Nada teria acontecido sem a determinação do trio de dirigentes, estabelecendo diretrizes e agilizando soluções difíceis, onerosas e inteligentes. Foi a conquista de um grupo homogêneo, inteiramente voltado para o retorno à Primeira Divisão.

Estava escrito. O Coritiba su biu ao ganhar o terceiro título nacional.

Atlético complicado

Dono de uma recuperação elogiá vel, o Atlético pode ter perdido a oportunidade de chegar ao grupo da Libertadores com a derrota diante do Grêmio. Os motivos: ausência de competência ofensiva e arbitragem danosa (mais uma vez). Os erros do juiz não se limitam ao jogo contra o Grêmio. Com nove cartões amarelos, os prejuízos se projetam já no próximo jogo contra o Ceará.

Cumprimentos necessários

Aos companheiros que produziram a corajosa reportagem Diá rios Secretos, revelando os intestinos da Assembleia Legislativa nos últimos anos. O Prêmio Esso de Re portagem só foi possível graças à linha editorial investigativa deste jornal. Nossos jovens jornalistas deram uma aula de determinação, independência e coragem. Ignoraram ameaças, intimidações e a ação dos “meninos de re cado” sempre a serviço dos investi gados. Os cumprimentos de um ve terano apaixonado pela verdade crítica aos jornalistas Kátia Brembatti, Karlos Kohlbach, Ja mes Alberti e Gabriel Tabatchek. As sim se faz a liberdade de informação.

Opinião: Dionísio Filho

Dionísio filho
Campeão, com louvor!

Publicado em 22/11/2010 | DIONISIO@GAZETADOPOVO.COM.BR

O Coritiba foi para a Segunda Divisão no ano passado e, para retornar à Série A, tudo conspirava contra o alviverde, a começar por aquela famigerada suspensão de dez jogos imposta pelo STJD – partidas que foram realizadas em Joinville, Santa Catarina.

Essa punição inédita não foi motivo para desânimo. Ao contrário disso, serviu de estímulo para que o elenco se superasse e conquistasse o resultado que lhe deu o título do campeonato paranaense com firmeza, competência administrativa e técnica.

Agora, demonstrou grandeza ao fechar a temporada, retornando à Primeira Divisão com duas rodadas de antecedência, com o título da Série-B ao empatar com o Icasa, em 2X2, faltando ainda um jogo para terminar o campeonato. Esse triunfo, porém, não foi mamão com açúcar. Com muita disposição, o time da cidade do Juazeiro do Norte-CE, pôde contar com um bom desempenho do meio campista Júnior Xuxa que, aliás, fez o gol que tirou o zero do marcador, em uma ótima cobrança de falta.

Dessa maneira, tudo parecia caminhar melhor para os anfitriões que, mais acostumados ao clima quente, pressionavam os coxas-brancas. Estes, sentindo o forte calor nordestino, facilitavam o trabalho dos cearenses que ainda tiveram um gol anulado, equivocadamente, pelo árbitro Cláudio Mercante (PE). Nem tudo, porém, foi resultado de erros por parte do homem do apito. Ele agiu com bom senso ao paralisar o jogo aos vinte e seis minutos para os jogadores se hidratarem – o que foi bastante positivo.

Esse intervalo foi providencial para o técnico Ney Franco acertar o posicionamento, principalmente, no meio de campo, diminuindo os espaços com o volantes Willian e Leandro Do nizete. Com essa nova postura, os meias Tcheco e Rafinha ficaram com mais liberdade para articularem as jogadas para os atacantes Leonardo e Marcos Aurélio, sendo que este último fez um golaço, ainda no tempo inicial, ao fintar três adversários, deixando tudo igual. Esse gol murchou a torcida da casa, que ainda viveu alguns minutos de felicidade, na ilusão de uma vitória com o gol de Leozinho.

Em contrapartida, o predestinado atacante Geraldo, que fizera o gol do título no Paranaense contra o Atlético, foi para a galera, ao deixar tudo igual, colocando a faixa no peito e pronto para desfilar no caminhão dos bombeiros.

Não há mais dúvidas. O Co ritiba é o legítimo campeão (com louvor), e consagrado está o técnico Ney Franco, que será substituído por Marcelo Olivei ra. Este chega com a desconfiança da queles que queriam o couro da diretoria, quando ela bancou a permanência do Ney Fran co. E agora?

Na escolha do novo treinador, certamente, os diretores analisaram todos os aspectos para anunciarem esse nome. Desejo ao novo comandante boas-vindas. É isso.

Pesquisa

Mais uma importante PESQUISA realizada no estado do Paraná sobre a preferencia clubistica. Sou nascido em Curitiba, e morei minha infância e juventude no norte do Paraná, em Arapongas. Vivi e senti na pele a influencia da mídia paulista e carioca na escolha por um time de futebol. Não questiono os aspectos colonização, e culturais, mas acredito que muito mais forte que isto e a força da TV. Por exemplo: estou escrevendo e acompanhando um programa de tv de um canal por assinatura e até agora, 96% do programa e dedicado aos clubes do RJ, SP, PA e BH.

Me lembro, que em minha estada no interior nos anos 70, 80 e 90; assistia apenas jogos dos times de SP e Rj na TV, mesmo o Coritiba sendo hexacampeão paranaense, Fita Azul, campeão do Torneio do Povo e depois Campeão Brasileiro, 1985. Neste feito maior, inclusive me lembro de procurar a revista Placar e constatar que a revista estava pronta antes do jogo, por que continha muitas matéria sobre o Bangu e poucas sobre o Coritiba. O Coritiba, já era a maior torcida de Curitiba, com conquistas nacionais, como o TORNEIO DO POVO e o Bangu não tinha em seu currículo nenhum título de destaque, apenas um campeonato estadual do RJ. No entanto o destaque da revista estava desproporcional. Mesmo assim, guardo a revista até hoje.

Para finalizar, o título do Coritiba, foi antes do título de Campeão Brasileiro do Corinthians, que tinha apenas conquistas estaduais, e já era a segunda maior do Brasil. Então, dizer que o inercia dos clubes do PR é um dos motivos desta disparidade esta, no minimo equivocado.

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Paranaenses jogam bairrismo para escanteio
( Matéria original da GAZETA DO POVO)

Levantamento mostra que quase metade da população do estado nem sequer simpatiza com Atlético, Coritiba ou Paraná

Publicado em 21/11/2010 | CARLOS EDUARDO VICELLI

Coritiba, Atlético ou Paraná? Ne nhum. Foi assim, sem rodeios, que 48% dos paranaenses – ou radicados – responderam à pergunta “para qual time de Curitiba o senhor torce ou simpatiza?” Ou seja, quase metade da população se declara indiferente aos maiores times do estado, de acordo com o mais recente levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas com exclusividade para a Gazeta do Povo. A outra parcela se divide entre rubro-negros (25%), coxas (15%) e tricolores (7%). Foram ouvidas 16.025 pessoas, em 165 municípios, en tre os meses de agosto e outubro.

E o que é ainda mais cruel para o trio de ferro: essa fatia considerável de público, composta por quem não gosta de futebol e também por torcedores de clubes de outras regiões, ao afirmar nem mesmo “simpatizar”, fe chou a porta para qualquer tipo de diálogo com os representantes curitibanos. “É um alvo perdido”, resume Paulo César Verardi, diretor de marketing do Rubro-Negro.

Preferência tem definição histórica

Para o sociólogo Gílson Aguiar, professor do Centro Universi tário de Maringá (Cesumar), a aversão e a simpatia pelos times da capital estão relacionadas com a formação do Paraná. Ele explica que o estado teve três frentes de ocupação: a tradicional (que in clui o litoral, a Região Metropo litana de Curi tiba e os Campos Gerais); a gaúcha (que se estabeleceu nas regiões Oeste e Sudoeste do estado); e a paulista (no Norte e Noroes te paranaense).

“A presença paulista na região Noroeste foi um fator determinante para a popularização dos ti mes de São Paulo. Nós recebemos empresas e lideranças paulistas. Nos identificamos com a cultura, com o jeito de falar. Den tro destes elementos culturais também estão os times de futebol”, explicou.

O palmeirense Felipe Botion concorda com a tese. Ele conta que torce pelo Palmeiras desde criança, mas que a paixão pelo time paulista tomou conta lá por 1998, quando a equipe estava ga nhan do todas as competições.

Já a história do são-paulino Car los Emori é de uma família dividida entre vários times – paixão que começou quando o avô comprou jogos de futebol de botão de vários times diferentes. Um para cada filho. Con tudo, ne nhum kit do brinquedo era vendido com o brasão dos clubes do Pa raná. “Apren di a torcer com o meu pai”, disse.

Sobre a birra do pessoal do in te rior com os times de Curi tiba, Bo tion e Emori compartilham da se guinte opinião: não é que os tor cedores de Maringá e região desprezem os times da capital. O que existe é apenas indiferença. “Acho que eles [curi tibanos] odeiam mais a gente de que nós odiamos eles”, brincou Botion.

Como qualquer reduto paulista, Maringá não poderia ficar sem os loucos pelo Corinthians. A cidade até conta uma torcida organizada do Timão: a Fiel Ma ringá, que tem página na internet e sempre organiza excursões para ver o clube jogando. Mateus de Oliveira, 16 anos, é corintiano roxo e pé ver me lho. Apren deu a torcer pelo Corin thians graças ao pai. “Se tiver um time paranaense para torcer, tem de ser da cidade. Com os times da capital eu não me identifico.”

Hélio Strassacapa e Marcus Ayres, da Gazeta Maringá

Inerte, FPF espera fortalecer clubes

A Federação Paranaense de Fu tebol (FPF) até quer ajudar os times de Curitiba a ganhar musculatura dentro do estado, mas ainda não esboçou um plano de ação. As iniciativas são isoladas. De acordo com Hélio Cury, presidente da entidade, o fato de o regulamento do próximo Estadual prever que Atlético, Coritiba e Paraná tenham necessariamente de jogar ao me nos uma vez nas oito cidades do interior com representantes na Sé rie A, é um indicativo de que a FPF não está de braços cruzados. “Isso não acontecia há muito tempo. Ao diminuirmos de 16 para 12 participantes, pretendemos fortalecer os clubes, que passarão a receber mais dinheiro da televisão. Assim, terão mais condições de se destacar e conquistar os torcedores”, afirma. (CEV)

Os motivos para a cizânia são muitos. Coordenador do núcleo de futebol e sociedade da Uni ver sidade Federal do Paraná (UFPR), vinculado ao departamento de História, Luiz Carlos Ribeiro relaciona dois: a formação populacional do Paraná e a apatia técnica dos times locais. “Regiões como o Sudoeste e o Norte foram colonizadas por paulistas, gaúchos e mineiros, e até hoje mantêm fortes laços culturais com a terra de origem. Isso, somado ao fato de que os times daqui não são referência nem mesmo regional, explica a fuga de torcedores”, comenta o professor. “Mas é claro que dá para ser revertido”, emenda.

É nessa possibilidade de revi ra volta que o trio se apega. A ma ratona, porém, começou a passos lentos. Apenas o Atlético tem um plano de atuação consolidado. O clube pretende usar as viagens ao interior durante o Estadual-11 para ganhar o coração das crianças, o público-alvo. “São eles que podem mudar de time. E, de quebra, fazer com que pais, avós e padrinhos se tornem simpatizantes. Nenhum pai é capaz de ser contra a paixão do filho”, revela Verardi, que conta na empreitada com a ajuda de cerca de 50 embaixadas e outras 50 escolinhas do Furacão, espalhadas não só pelo Paraná. “Vamos levar os ídolos para perto das comunidades, seja em sessões de autógrafos ou bate-papos”, diz.

Já o Coritiba planeja usar a recente experiência em Joinville (SC), casa provisória enquanto o clube cumpria pena imposta pela Justiça Desportiva, para ganhar espaço. “Vamos repetir as mesmas ações de marketing na tentativa de criar um sentimento de ‘paranismo’”, conta Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente alviverde, sem detalhar a estratégia. “Mas uma coisa é certa: torcida só cresce com vitória”, acrescenta.

O Paraná, por sua vez, caminha em outra direção. O clube não quer concorrer com paulistas e gaúchos. Pretende, sim, “ser adotado como o segundo time do coração” dos interioranos, explica Luiz Carlos Casagrande, mais conhecido como Casinha, gerente social e de marketing do Tricolor.

Articulações para atingir fãs como Flávio José do Prado Rodri gues, 28 anos. O comerciante nas ceu em Ivaiporã (Norte Cen tral), mas mora em São José dos Pi nhais, na Região Metropolitana de Curitiba, há duas décadas. É vascaíno fanático, apesar de nunca ter pisado em São Januário ou no Maracanã. “Assistia ao time campeão brasileiro de 89 pela televisão e me apaixonei”, revela, externando o sentimento de milhões de paranaenses.

Terceiro levantamento reforça perfil forasteiro

Essa é a terceira vez que a Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, vai a campo para detalhar as paixões futebolísticas dos paranaenses. Em 2005, ano de es treia, o instituto restringiu a aná lise a Curitiba. O levantamento mostrou que o Atlético detinha a maior torcida da capital, com 26,8%. Em seguida, em empate técnico, apareceu os que se declararam não ter simpatia por nenhum clube (26,5%). Cori tiba (19,6%) e Paraná (10%) fe charam o grupo.

Mais recentemente, em 2008, a enquete foi feita com 101.981 moradores de 68 cidades do estado. A pesquisa comprovou o perfil forasteiro do estado, cravando o Corinthians como o clube preferido do Paraná. O Timão recebeu 12,5% das indicações, seguido de Atlético (9,6%), Palmeiras (7,6%), Coritiba (7,5%), São Paulo (6,5%) e Flamengo (6,2%) – 3,2% responderam ser paranistas. Na ocasião o número de indiferentes era de 35,2%.

Parcela da população que saltou para 48,3% no levantamento atual. A metodologia, porém, foi um pouco diferente desta vez. A Paraná Pesquisas quis saber para “qual time de futebol da cidade de Curitiba” o paranaense torce ou simpatiza. Ou seja, o porcentual de “nenhum” foi encorpado por torcedores de equipes de outros estados. Foram ouvidos 16.025 habitantes, maiores de 16 anos, em 165 municípios, durante os meses de agosto a outubro. A margem de erro varia entre 1% e 2,5%, dependendo da região do estado.

domingo, 21 de novembro de 2010

Luiz Carlos

Campeão! Coxa sobe e leva o título!

sáb, 20/11/10

por luiz.carlos |

categoria Brasileiro, Coritiba, Pré & Pós-jogo

| tags Coritiba, Pós-jogo

Marcello Schiavon

Já classificado para a Série A do próximo ano, o Coritiba cruzou o Brasil para jogar contra o Icasa, em Juazeiro do Norte, no Ceará e empatou por 2×2, gols de Marcos Aurélio e Geraldo e ficou com o título do Campeonato Brasileiro 2010 da Série B.  O Verdão encerra a temporada no próximo sábado, no Alto da Glória, contra o Guaratinguetá.

O time do Coritiba entrou em campo no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, Ceará, com Édson Bastos; Ângelo, Jeci, Cleiton e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Willian, Tcheco e Rafinha; Leonardo e Marcos Aurélio. O 4-4-2 de Ney Franco não podia contar com Enrico e Pereira, suspensos, e Léo Gago, contundido, e por isso colocou Lucas Mendes na lateral-esquerda, Willian de primeiro volante e Tcheco para compor o meio de campo ofensivo.

Antes do início da partida, o árbitro solicitou ao capitão Jeci que o time Coxa-Branca trocasse a camisa número 2 pelo uniforme 1, o tradicional branco com duas listras verdes na horizontal, calções e meias brancas. Já o time cearense, um uniforme todo verde.

O primeiro momento de perigo na partida surgiu aos 11, num bom contra-ataque cearense, em velocidade. O chute saiu perto da trave. Um minuto depois, pressão do Icasa, num lance de pressão do time nordestino. Bastos fez boa defesa, num chute à queima roupa. No rebote, a bola sobra na esquerda e é cruzada para a pequena área, com o jogador do Icasa fazendo o gol de cabeça, mas o árbitro anulou equivocadamente, anotando uma falta em Jeci.

Melhor em campo, o alviverde cearense fez o 1×0 aos 19 minutos, numa bonita cobrança de falta na entrada da grande área, no ângulo esquerdo da meta do camisa 1 do Verdão.

Devido ao calor de 35º, o árbitro da partida, o pernambucano Cláudio Mercante (aspirante à Fifa), parou o jogo para os atletas dos dois times se reidratarem.

Nos primeiros vinte e cinco minutos, o Verdão do Cariri – como é chamado pela sua torcida o time do Icasa -, foi ao ataque, aproveitando o embalo da sua galera, que empurrava o time. Já o Coritiba, segurava a marcação e procurava diminuir os espaços para os cearenses atacarem, mas os espaços apareciam pelos lados do campo, especialmente pela esquerda da zaga do Cori, onde o zagueiro Lucas Mendes atuava improvisado na lateral.

Aos 32, numa disputa de bola entre o zagueiro e o atacante Leonardo, o árbitro anota um cartão amarelo para o jogador do Cori, que reclamou de um pênalti não marcado.

O time paranaense só mostrou serviço num ataque com qualidade aos 38, num lance entre Tcheco e Marcos Aurélio, com o goleiro cearense fazendo a defesa em dois tempos num chute do atacante coritibano.

Num dos poucos lances bem organizados do time Coxa-Branca, aos 43, a estrela de Marcos Aurélio brilhou e o atacante fez a diferença. Tcheco entra pela meia direita e faz um bom lançamento para Marcos Aurélio, que finta quatro defensores e batendo rasteiro no contrapé do goleiro, 1×1, para a alegria da torcida coritibana presente no Estádio Romeirão.

O Coritiba teve um mal desempenho no primeiro tempo, mas se salvou nos minutos finais, com Marcos Aurélio, que empatou a partida num golaço. O time do Cori foi mal na armação e não encaixou a marcação no meia do time da casa. Com isso os atacantes ficaram isolados na frente e os zagueiros ficaram sobrecarregados na marcação. A zaga levou uma “correria” do time do Icasa, que chegou ao gol merecidamente e poderia ter feito mais. Os cearenses mostraram uma boa marcação nos meias do Coxa, especialmente o volante Paulo Foiani, ex-Coritiba.

Para o segundo tempo, Ney Franco não mexeu no time do verde e branco. A partida recomeçou com o Icasa melhor, e aos 3, obrigando o goleiro coritibano a fazer uma boa defesa.

O time do Cori não se acertava em campo e isso facilitava o trabalho do time nordestino, que ganhava as jogadas no meio-campo e partia ao ataque pelos lados do gramado.

Aos 14, Ney Franco muda o time Coxa-Branca: sai Tcheco para a entrada do rápido meia-ofensivo Geraldo, que na sua primeira participação no jogo, mostrou serviço pelo lado do campo.

No lance seguinte, quem levou muito perigo foi o time cearense, que obrigou o goleiro Édson Bastos a fazer uma defesa muito boa e evitar o segundo gol do time da casa, num lance de muita pressão na grande área.

Aos 17, entre em campo o atacante Leozinho, ex-Coritiba. É o time da casa querendo a vitória sobre o time paranaense. Dois minutos depois, nova mudança, mas dessa vez no time do Cori: Ângelo deixa o campo para a entrada do jovem Lelê, um meia-ofensivo formado nas categorias de base. Com a mexida, Willian deixa a posição de volante para ir jogar como lateral-direito.

Outra mexida no Alviverde ocorreu aos 24, também no Coritiba: o meio-campista Dudu entre no jogo no lugar de Jeci, que sentiu uma contusão. Ney Franco deixa o time bem ofensivo, buscando mais um gol, o gol que poderia dar a vitória e o título para os paranaenses.

A partida não era boa para o Verdão. Com 25 do tempo final, o Icasa estava melhor e o Coritiba não conseguia articular lances ofensivos, com Leonardo e Marcos Aurélio bem marcados pela defesa do Icasa. O meio-campo ficou muito ofensivo, com Lelê e Dudu na base da velocidade, mas com poucos lances de armação. Geraldo se aproximava da dupla Marcos Aurélio e Leonardo.

Aos 26, num lance em que a bola estava de posse do Coxa, no campo de ataque, o Icasa fica com o primeiro rebote e sai jogando pelo lado direito da zaga do Cori, que estava totalmente desmontada com as mudanças de Ney Franco. Lucas Mendes sai para o combate mas falha feio e o jogador cearense passa para o atacante, que acha Leozinho, ex-Coritiba, de frente para o gol e finaliza, 2×1.

Aos 33, os cearenses quase fazem mais um, num bonito lance de fora da área, mas a bola explodiu na trave e Cleiton tirou pela linha de fundo.

O Coxa só mostrou um bom jogo ofensivo aos 35, num chute forte de Geraldo que foi bem defendido pelo goleiro do Icasa, que evitou o empate em Juazeiro do Norte.

Cinco minutos depois, o time da casa quase fez mais um, numa cobrança de falta próximo da linha de fundo, mas o goleiro coritibano toca na bola e desvia.

Aos 42, Geraldo, um dos melhores em campo, fez o gol de empate, chutando de dentro da grande área, ao aproveitar um cruzamento da esquerda. Com o 2×2, a galera Coxa no estádio soltou o grito na garganta, comemorando a conquista do título.

Com o apito final, os jogadores do Coritiba comemoraram a conquista do campeonato nacional no gramado, enquanto a fiel torcida que cruzou o Brasil para ver o time do coração jogar, comemorava nas arquibancadas. O Coxa voltou, de cabeça erguida, pela porta da frente, e como campeão.

sábado, 20 de novembro de 2010

Willian Roberto de Farias

Peço a licença ao alunos do CEPAMM, para publicar o pôster do Coritiba Foot Ball Clube, com o Willian na equipe. Coritiba campeão, com o craque WILLIAN no meio campo do coxa!!

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Em pé, da direita para esquerda: Jeci, Edson Bastos, Lucas, Cleiton e Tcheco. Agachados. da direita para esquerda: Leonardo, Angelo, Marcos Aurélio, Rafinha, Donizete e o amigo: WILLIAN.

Conheci o Willian, quando ele era aluno da 6ª série da Escola Pilar Maturana, no B.A. Fui seu professor de educação física nas 7ª e 8ª e sempre demonstrou muita habilidade e força de vontade para chegar onde chegou. Como o Pilar Maturana, só tinha o ensino fundamental ele voltou para o Colégio Algacyr Munhoz Maeder, mais tarde descobri que ele foi estudar no Pilar, por que era única escola do Bairro que oferecia o ensino fundamental pela manha, pois no turno da tarde ele treinava com o professor Miro do CFC. Desta forma ele trocou de colégio.

No ensino médio ele representou o CEPAMM, nos Jogos da Prefeitura de 2003, quando o nosso time sagrou-se tri campeão da competição.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Willian, ex-aluno do CEPAMM é títular no Coxa!!!

ESPORTE / CORITIBA

Titularidade

19/11/2010 às 15:33:12 - Atualizado em 19/11/2010 às 13:59:42

Prata da casa Willian deve ser titular contra o Icasa

"O grupo foi me passando um pouco de confiança", disse o volante

Tabata Viapiana

Com a lesão do volante Léo Gago, quem deve ser titular do Coritiba na partida de amanhã, contra o Icasa, é o volante Willian, revelado nas categorias de base do Verdão e que subiu para o profissional no início de 2010. Foi ele quem treinou no meio-campo alviverde durante a semana e deve ser confirmado no time titular.

"Acho que o grupo foi me passando um pouco de confiança e experiência no decorrer do ano, agora estou tendo minhas oportunidades e podendo mostrar", disse o jogador, que espera ajudar o Coritiba a vencer a partida em Juazeiro do Norte, garantindo assim o título da Série B.

Durante os treinamentos com o restante do grupo, Willian chegou a atuar até mesmo na lateral direita: "Um dia que estava precisando acabei treinando na posição e em um jogo ele falou que poderia me utilizar no lado direito, eu entrei, fui elogiado e estou pronto para ajudar. A gente como profissional é bom trabalhar em duas posições"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Novo técnico

18/11/2010 15h30 - Atualizado em 18/11/2010 16h37

Marcelo Oliveira é anunciado como técnico do Coritiba para 2011

Veja a matéria aqui

Novo treinador vai à capital paranaense para acertar últimos detalhes do contrato e avaliar jogadores que devem permanecer na próxima temporada

Por GLOBOESPORTE.COM e Gazeta do PovoCuritiba

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Marcelo Oliveira técnico araná ClubeMarcelo Oliveira ainda no Paraná: treinador deve
assinar contrato de um ano  (Foto: Agência Estado)

O mineiro Marcelo Oliveira, de 55 anos, será o substituto do seu conterrâneo, Ney Franco, no comando do Coritiba. O anúncio foi feito por Ernesto Pedroso, depois do vice-presidente Vílson Ribeiro de Andrade apresentar o plano diretor do clube para a próxima temporada, nesta quinta-feira, em Curitiba.

Conhecido pelo jeitão tranquilo e sereno, o treinador vai assinar por um ano com o Coxa e deve assumir o time no início de 2011, quando Ney Franco, atual comandante, passa a trabalhar com a seleção brasileira sub-20.

Zeloso pela confidencialidade da sua negociação com o clube e pela fama de profissional educado, Oliveira fez questão de se desculpar por não ter adiantado nada sobre suas conversas com o Coritiba.

- Peço desculpas por não ter comentado nada durante as negociações, mas foi um pedido do clube. Eles anunciaram agora né? (risos) Estou muito feliz com o acerto. Dedicação e suor não vão faltar. Isso já faz parte da minha vida. Podem ter certeza que teremos no Coritiba lealdade e obstinação pelo trabalho - disse.

Embora conheça Ney Franco e o gerente de futebol Felipe Ximenes, Oliveira preferiu creditar à sua carreira como treinador o fator preponderante para sua contratação.

- Embora o Ney seja meu amigo e o Ximenes me conheça do Galo, o determinante foi a minha trajetória pelo Ipatinga, Atlético-MG e Paraná. Conseguimos durante esse tempo um trabalho regular e espero o mesmo sucesso no Coritiba - explicou.

Dirigir o Coxa na Série A se apresenta como um desafio cativante para Oliveira.

- Todo o trabalho é um desafio. Orgulho-me de todos os que tive até agora. No Galo tive seis oportunidades de mostrar o meu trabalho e o feito no Paraná também tem uma importância muito grande.

Time para 2011

Embora não tenha feito nenhum estudo mais aprofundado do grupo atual, Oliveira afirma que a qualidade dos atuais jogadores garante a continuidade do bom trabalho.

- Eu conheço o elenco. Não a maioria, mas os que estão jogando e alguns outros que já acompanho. Semana que vem faremos uma avaliação quando eu chegar a Curitiba. Vamos sentar com a diretoria, observar e ver os contratos que estão vencendo e que podem ser renovados. A base absoluta deve ficar, pois teve uma trajetória bem consistente - avaliou o treinador.

Carreira

Marcelo Oliveira começou a carreira de técnico nas categorias de base do Atlético-MG. Em 25 jogos comandando o Galo, garantiu uma das vagas para a Copa Sul-Americana de 2009. Na sequência, saiu para a entrada de Emerson Leão.

Contratado para treinar o Ipatinga em 2009, clube no qual Ney Franco tambén trabalhou, foi demitido após a derrota de 2 a 0 para o Paraná. Em 2010 assumiu o comando do Tricolor paranaense e foi demitido após a goleada de 6 a 1 para a Portuguesa, em 1º de outubro, no Canindé.

Brasil 0 X 1 Argentina

Acho que o primeiro Brasil X Argentina que comento aqui.

Não pude ver por que estava trabalhando. Alias, como todo brasileiro. E de se indignar que o CBF venda os jogos do Brasil e não se preocupe com a falta da audiência de toda torcida brasileira. Absurdo.VERGONHA!!!

Vou me valer do pouco que vi. Não entendo a manutenção do jogador Robinho nesta seleção. Ele tem pouco mais de 25 anos e se movimenta pelo campo como se tivesse 33. Acho até que o Ronaldinho foi muito mais útil do que o Robinho. E para piorar ele recebe a tarja de capitão, engano grave do técnico Mano Menezes.

O goleiro Vitor não e tão soberano assim. Acredito que Júlio Cesar não pode ser deixado de lado. Pela direita, Daniel Alves foi bem. A zaga parece que irá crescer. É jovem e talentosa. Entretanto sinto falta da dupla: Lucio e Juan. Pela lateral esquerda, acredito que Adriano ex-Coritiba e Marcelo ex- Fluminense  disputarão a posição para a Copa no Brasil.

Estou em duvida se a opção de jogar com três volantes seja a melhor opção. Ramires, Lucas e Elias, são grande jogadores, mas prefiro a opção por dois destes e dois meias, que podem ser: Ganso, quando estiver recuperado e Hernandes. Acho até, que caso Ronaldinho Gaúcho se dedicar a sua carreira de atleta profissional pode continuar tendo valiosa participação ao grupo.

E no ataque, sinto a falta de um atacante de referencia. Acho que o André não é este jogador. Talvez Nilmar ou Hulk, somado a juventude responsável de Neymar. Em vários lances o jovem talento brasileiro preferiu cavar alguma falta do que tentar a jogada mais insinuante contra a zaga Argentina. Este marca negativa me estimula criar restrições a escolha deste jogador. Com certeza, e uma grande promessa do futebol brasileiro, mas precisar ser mais responsável nas suas jogadas, toda a torcida brasileira de futebol depende de suas decisões. Lamento, a mal futebol apresentado pelo craque K9, no Santos, sempre esperei para vê-lo com a camisa 9 da seleção brasileira.

Perdi o jogo ao vivo, e gostaria de ter visto a atuação do cracaço Lionel Messi, melhor jogador do mundo na atualidade. Ao melhor estilo da escola Argentina de jogar futebol. Fez um gol que ficará para sempre marcado em minha memória. Golaço!!!

Tiago Recchia

Charge excelente do craque Tiago Recchia.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Rodrigo Sell

Matéria importante do Paraná on line, evidencia a retomada dos trabalhos de montagem de elenco. A diretoria planeja a temporada de 2011, agora na Série A. Mostra que apesar das festas de comemoração da ascensão e busca do título, não esta montada no sucesso e segue o processo de reengenharia.

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Coritiba inicia planejamento para próxima temporada

Rodrigo Sell

Allan Costa Pinto

Léo Gago: um dos jogadores que mais se valorizaram na campanha da Série B.

Classificado com antecedência para a Primeira Divisão, e com uma mão na taça da Série B, o Coritiba se volta agora para moldar o elenco de 2011. O departamento de futebol já tem a lista de quem pode ficar para a próxima temporada e algumas conversas já começaram.

Por enquanto, o clube não divulga quem fica e quem sai, por depender de negociações, mas o plano traçado é manter a base da atual equipe, abrir espaço para a piazada da casa e manter a política de fazer contratações pontuais para não encher a prateleira.
Zaga, ataque e alas, desde já, são as prioridades. “Nós já temos uma lista pronta, mas avisamos que vamos aproveitar ao máximo o atual elenco. Dentro das avaliações que fizemos, tiramos as nossas conclusões”, diz Ernesto Pedroso Júnior, membro do conselho administrativo do Alviverde.

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De acordo com ele, com o Coxa na Série A, a diretoria tem a obrigação de melhorar o elenco, pois o nível de disputa será outro. “Temos que trabalhar para um Coritiba maior. Não vamos falar em título ou Libertadores, mas não podemos viver esse sobe e desce. Temos o Paranaense inteiro para usar como experiência”, pondera o dirigente.
Apesar disso, Pedroso garante que o torcedor não precisa ficar receoso no começo do ano que vem. “Este ano, dispensamos 19 e contratamos 13. Tivemos um aproveitamento melhor que nossos coirmãos. Vamos manter o time base, mas também abrir espaço para a piazada do júnior”, avisa.

Dos titulares, por exemplo, os ligados à parceira L.A. Sports (Léo Gago e Leonardo) as conversas já começaram. “Tivemos um almoço com o Luís Alberto e pedimos a preferência para a renovação, mas não vamos entrar em leilão porque alguns jogadores se valorizaram muito”, aponta.
Alguns deles, da L.A. ou não, já demonstraram interesse em ficar. São o zagueiro Pereira, o meio-campista Rafinha e os atacantes Marcos Aurélio e Leonardo. No entanto, eles não estão garantidos, apesar de pertencerem aos setores que mais preocupam o Coritiba.

“Temos a ideia de repor algumas peças, qualificar a defesa e o ataque e também as alas, pois passamos alguns apuros este ano”, completa Pedroso. Os primeiros anúncios de renovações de contrato, e também de chegada de reforços, devem acontecer somente após a divulgação do técnico que chegar para substituir Ney Franco.

Napoleão de Almeida

SÉRIE B

Pela 4ª vez, Coxa busca taça fora de casa

Publicado em 16/11/2010 | NAPOLEÃO DE ALMEIDA, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POV

Mais uma vez, o destino pode privar o torcedor coxa-branca de ver seu time erguer um troféu na cional em casa. Como em 73, 85 e 07, o Coritiba terá a oportunidade de ser campeão longe do Couto Pe reira. Parece uma sina: mesmo quando pôde decidir diante de seu torcedor, as circunstâncias não deixaram. Desta vez, a sorte do Coxa estará em jogo em Jua zeiro do Norte, no Ceará, contra o Icasa, no próximo sábado.

Em duas ocasiões não havia muito como fugir da volta olímpica em terras estranhas. Na mais especial delas, em 1985, a CBF previu um jogo único no Mara canã entre os finalistas do Brasi leirão. Lá foi o Coxa encarar o Bangu e um público de 91.257 pagantes. Nos pênaltis, veio o título da Primeira Divisão.

No Torneio do Povo de 1973, também não havia como ser campeão em casa. O quadrangular final previa duas partidas jo gadas longe de Curitiba, em turno único. Após vencer Corin thians no Couto e Flamengo no Maracanã (ambas por 1 a 0), um empate contra o Bahia assegurou a conquista.

Já em 2007 foi o próprio Coxa quem manteve a escrita ao tropeçar no Marília, no Alto da Glória, na penúltima rodada, diante de 38.689 pagantes. Com um jogador a mais, o Alviverde foi derrotado (3 a 2) e viu o Ipatinga colar na classificação. Mas com uma virada contra o Santa Cruz (3 a 2), no Recife, na última rodada, le vantou pela primeira vez a Série B nacional. “Naquela oportunidade foram três rodadas para de finir o título, inclusive essa do Ma rília. A ansiedade atrapalhou”, lembra o goleiro Édson Bastos.

Neste ano, ganhar do vice-líder Figueirense (2 a 1) não bastou, já que uma vitória do Bahia sobre a Portuguesa recolocou os nordestinos na disputa. “O pensamento é ser campeão o mais rápido possível. Não dá para fi car na dependência do último jogo. Se você olhar a tabela, o Guará está correndo risco de rebaixamento”.

Mesmo que a tradição aponte chances de mais um caneco longe do Couto Pereira, ninguém no Coritiba espera moleza no Ceará. “Em 2007, mesmo com o Santa Cruz rebaixado, não queriam que a gente desse a volta olímpica no Arruda. E o mesmo serve para o Ica sa. Se eu estivesse do outro la do, jamais ia querer deixar ser campeão em cima de mim.”

Para que a torcida coxa-branca mais uma vez veja seu time campeão à distância é preciso que a equipe vença. Um empate manterá o Bahia com chances – se este vencer o Santo André, em Salvador. Como a distância entre as equipes é de cinco pontos e o Bahia tem um saldo melhor, o Coxa precisa de dois pontos para assegurar a taça – do contrário, o Tricolor da Boa Terra será o campeão.

domingo, 14 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Biografia de Edson Foreman

Este texto é o resultado do trabalho realizado pelos alunos das 8ª as séries do CEPAMM, neste projeto de debater o “fair play” evidenciando valores esportivos que utilizam o esporte como meio de resgate social.

Edson Cesar Antônio, de família humilde morou em sua cidade natal, Sorocaba, ate os dez anos; quando seus pais, a procura de melhores 24oportunidades profissionais mudaram-se para Colombo, região metropolitana de Curitiba. No principio, a família continuou passando necessidades e as crianças, inclusive o Edson, davam sua colaboração no orçamento familiar, vendendo balas, doces, pão feito em casa e até peixe.

Edson era bom aluno, comportado, mas não se destacava dos demais. Nas aulas de educação física ele não se sentia bem, pois não tinha habilidade para o futebol, sendo sempre o último a ser escolhido por seus colegas na formação dos times. Esta pouca habilidade com esportes coletivos o encaminharam para as artes marciais. Por ser constantemente perseguido na escola em função do seu excesso de peso, ele reagia ao bulling e as provocações de maneira agressiva e violenta, pois os jovens daquela comunidade, não encontravam outra forma de se expressar e relacionar com o mundo. Ele estava mesmo predestinado ao boxe.

Edson começa a treinar o pugilismo aos treze anos de idade na Praça Osvaldo Cruz, no centro de Curitiba, com Rubens PERRUCHAM, em um projeto de assistência a comunidade através do esporte oferecido pela prefeitura municipal de Curitiba. Inspirado pelo ícone do esporte da época; Mike Tyson, Edson procurou no boxe a forma de resolver seus problemas crônicos de obesidade que o acompanhava em toda sua infância. Como não poderia ser diferente, o inicio de carreira foi sofrido, pois faltava dinheiro para o transporte até a academia e uma alimentação adequada. Mesmo assim, o primeiro título no amador veio aos 15 anos. Com o título, a confiança tornou-se maior, somado ao apoio irrestrito de seus pais, e amigos, que se juntaram ao ideal de Edson em seu primeiro nocaute. O treinamento intensivo, e uma dieta melhor equilibrada revelaram o biótipo ideal para o boxe, evidenciando seu porte físico avantajado sobre os demais atletas da academia, condições que lhe renderam o nome de guerra: Foreman, alcunha que o acompanha em toda sua carreira. A primeira vez que ele usou o nome foi em uma competição na cidade de São Paulo, principal polo do esporte nacional. Ele concedia uma entrevista para a TV local, quando o mencionou ao repórter. Hoje este nome escolhido por acaso tem projeção nacional e internacional. Na atualidade, ele luta nos meio legais, para mudar seu nome legitimo para Edson Foreman Antônio, pois batizou seu filho de Edson Foreman Filho.

Os problemas financeiros sempre o acompanharam no início de sua trajetória no boxe, visto que neste país não existe uma política esportiva pública ou privada, que dê condições ideais de treinamento em alto nível de performance a atletas em inicio de carreira. Para competir em São Paulo, ele trabalhava como segurança chegando ao ponto de omitir sua verdadeira idade. Nesta fase ele conhece o técnico.......que lhe ensinou a fundamentação básica de tática e estratégia no ringue, habilidade aprimorada com o tempo e a experiência. A importância deste professor foi tão grande, que Edson cita seu nome com reverência até os dias de hoje.

Por meio do Boxe, Edson viajou pelo mundo. Conheceu outros países com diferentes culturas, línguas e religião. Lutou na Europa: na Itália e Alemanha. Presenciou eventos de boxe e vivenciou situações do cotidiano que o fizeram mudar sua impressão sobre temas importante do contexto social, como o doping de conhecidos e algumas decisões injustas de juízes contra atletas de países de fora. É importante ressaltar que a ética esportiva do “fair play”, mesmo que corrompido por muitos, nunca foi negado por ele, devido a suas convicções de seus valores morais. Suas viagens lhe permitiram conhecer grandes atletas que ele sempre idolatrou. Pessoas como os irmãos Klirschko, Wladimir e Vitali, expoentes dos pesos pesados. Seu grande sonho ainda persiste um dia conhecer o ídolo maior do esporte: Mohamad Ali, ícone do esporte mundial dos anos 60 e da historia da humanidade. Este esporte, quase desumano e insalubre lhe deu condições de oferecer uma condição de vida digna a sua família, realizando o principal sonho de seu pai: Conquistar sua independência financeira.

Dentre as muitas lutas, Edson guarda como melhor recordação, o confronto contra.....aconteceu na Itália, no ano......,em que o lutador italiano chegou a ficar com o rosto todo deformado, em função da violência dos golpes aplicados por ele, sua superioridade no ringue notável a qualquer leigo, mas a luta foi decidida por pontos.O resultado final surpreendeu ao “staff” de Edson e a todos que acompanhavam a luta no ginásio ou pela TV. A vitória foi dada ao italiano. Apesar disso, ele não guarda nenhum tipo de rancor ou decepção, muito pelo contrário, esta derrota serve de grande motivação para intensificar seu treinamento, para ter condições de terminar todas suas lutas com nocaute técnico a seu favor.

O boxeador hoje fixado no Paraná tem em seu cartel 39 lutas, 36 vitorias, com 28 nocautes e três derrotas. Entretanto, a maior derrota de sua vida, foi a perda de seu pai, maior incentivador de sua carreira. Esta perda emociona o lutador a todo o momento em que toca no assunto. Deixou marcas que nunca passaram. O amor que ele nutre por seu pai é tamanho a ponto de dedicar todas suas vitórias em memória de seu grande modelo de hombridade e caráter. Os valores morais passados por seu pai fizeram dele homem, na concepção da palavra, espelho para seu filho.

Seu sucesso como atleta transformou sua vida. A dura rotina do boxe, dos treinos extenuante e as lutas violentas o motivaram a projetar seu futuro. Encerrar a carreira de pugilista profissional, terminar seus estudos e prestar processos seletivos para ingressar no ensino universitário e cursar educação física. Ele se dedica a ensinar novos valores do esporte tudo o que ele aprendeu a duras penas. Seu futuro, planejado nos seus últimos de profissional, facilitaram a elaboração de um Projeto Assistencialista na Vila Zumbi, bairro humilde de Curitiba, onde ele poderá a ajudar e resgatar jovens que tem um historia de vida parecida com a dele. Suas raízes e dificuldades no inicio de carreira, sua preocupação com ética esportiva das diversas organizações de boxe são a inspiração para continuar lutando. Entretanto, em outros ringues.

Coritiba 2 x 1 Figueirense

Vitória convincente do Coritba.
O título esta batendo a porta do Coritiba.
Vencer este jogo e esperar o jogo do Bahia comprova a inrresponsabilidade da CBF. Fazer a nação coxabranca esperar até as 23 horas para saber se é campeão e dar chance para que aconteça alguma coisa errada. Mais vai quebrar a cara, por que o Coritiba Foot Ball Clube será campeão. De maneria inquestionavel. Caso não seja hoje será na proxima rodada.

Bianca Jansen

“Eu acredito que futuramente, possamos nos orgulhar e dizer que a paz nos estádios prevalece. “ Bianca Jansen

Dando sequencia ao “Projeto Fair Play” que desenvolvo com os alunos das 7ªs e 8ªs séries do C.E.P.A.M.M. vou publicar agora a entrevista elaborada pelos alunos com a Bianca Jansen, foto jornalista e modelo, realizada por e-mail. O primeiro contato que fiz com ela foi por meio do orkut e depois trocamos alguns emails ate que conseguimos concluir o trabalho.

A Bia como é conhecida no blog do Coritiba: “A torcida que nunca abandona” e uma fanática torcedora do coxa que trás para o jornalismo esportivo a visão feminina, emocional e comprova que as mulheres gostam, se manifestam e entendem muito de futebol.

BIA COXA BOTANICO 1IMG_8495

1. Qual seu nome de batismo?

R: Bianca Jansen.

2. Você nasceu em Curitiba?

R: Sim.

3. Na escola qual era seu maior interesse?

R: Aprender sempre mais.

4. Você era uma boa aluna?

R: Sim.

5.Na escola vc tinha alguma matéria preferida?

R: Minha matéria preferida era Português e Biologia.

6.Qual a importância da disciplina de português em suas atividades profissionais?
A língua portuguesa, a disciplina de português, tem uma grande importância no dia-a-dia de cada um de nós.
É fundamental para o meu trabalho, saber escrever corretamente, interpretar, enfim.
É tudo isso, que nos prepara para o mercado de trabalho.
Mais apesar de usarmos ela o tempo todo o índice de analfabetismo ainda é muito grande.
É importante então que busquemos cada vez mais valorizar e correr atrás, querendo aprender sempre mais sobre essa disciplina/língua.

7. Qual o peso da influencia de sua família no seu gosto pela fotografia?

R: Meu avô Oswaldo Jansen (já falecido) e meu tio Edson Jansen, já trabalhavam na área fotográfica, o que me encantava, pois os seus trabalhos eram lindos.
Ganhadores do premio Esso de fotografia, e considerados uns dos melhores fotógrafos do Brasil, o que me chamava mais atenção ainda, por um dia chegar aonde eles chegaram. Pois bem, hoje sou formada em Jornalismo e especializada na área fotográfica.

8. Com quantos anos você começou a fotografar?
R: Sempre gostei de fotografar, desde pequena, mas profissionalmente, fazem 3 anos.

9. O que te traz mais satisfação: posar ou fotografar?

R: As duas coisas me deixam em êxtase (rs) , mas fotografar vai muito além de uma simples pose... Você tem que se doar de corpo e alma, tem que sentir, "olhar com os olhos do coração".

10. Qual o peso da influencia de sua família em seu amor pelo Coritiba F.C.? Qual a sua primeira lembrança do COXA ?

R: Na verdade na minha casa ninguém torce pelo Coritiba... Somente eu. Simpatizei-me pelo time quando tinha 8 anos, assistindo um jogo pela televisão... a partir desse momento, não parei mais, e nenhum um outro time me chamava atenção. Foi então que completei 15 anos, e pela primeira vez, pisei no estádio... Inexplicável, é só o que eu posso dizer. Lembro como se fosse hoje, meu olhos encheram de lágrima quando a torcida começou a cantar e o time entrou em campo, simplesmente de arrepiar.

11. Existe algum tipo de preconceito contra a mulher no estádio? E no futebol?


R: Existia hoje em dia ninguém se atreve e quando se atrevem mostramos seja com a bola no pé, ou verbalmente por que estamos dominando os estádios de futebol. As mulheres estão com tudo, mostrando que entendem futebol melhor que muitos marmanjos por ai.

12.Você joga futebol?
Jogo, mas nada demais, apenas passa tempo.

 

13. O que você acha do novo estatuto do torcedor?

R: Em minha opinião, adorei! Nada que não se possa melhorar, mas já foi dado o primeiro passo. Temos que acreditar na Lei e torcer para que melhore cada vez mais. ...principalmente, que todos tomem conhecimento da mesma, dos seus direitos e obrigações, pois assim poderemos levar nossas famílias aos estádios com tranquilidade.

14. Qual sua opinião sobre a copa do mundo em Curitiba, e no Brasil?

R : Espero que a cidade melhore mais ainda, principalmente se tratando da segurança. Curitiba é cidade grande, chega de falarem bobeiras, nós podemos e vamos mostrar para todos de norte a sul, de leste a oeste, que Curitiba tem infra-estrutura, segurança, enfim... A expectativa é grande.

 

15. Como deve ser minha postura, diante uma situação de violência nos estádios?

R: Violência no estádio já é crime, no qual dá até prisão, portanto curta o jogo, e se distancia de maus elementos.

16. Como expressar seu sentimento diante as ocorrências do dia 06/12/2009 no Couto Pereira?

R: Não tenho o que falar a não ser: VERGONHA, tanto dos que se disseram torcedores e fizeram tudo aquilo, quanto os dirigentes do Glorioso Verdão.

17. A paz nos estádio é uma utopia?

R: Para muitos, até pode ser. Eu acredito que futuramente, possamos nos orgulhar e dizer que a paz nos estádios prevalece. Pois com o passar dos dias o estatuto do torcedor, levará novamente e somente as famílias e verdadeiros torcedores de volta aos estádios.

18.Como apareceu em sua vida o projeto de escrever no blog: Torcida que nunca abandona?
Um amigo meu(Luiz Betenheuser), trabalha para o blog. Quando me formei, ele convidou para fazer algumas matérias relacionadas ao Coritiba, assim abrindo um espaço para pública-las.

19.Quais seu planos de futuro ?
Graças a Deus realizei meu sonho, que era me formar em jornalismo e trabalhar com fotografia, seguindo assim os passos de meu avô querido. Sei que aonde ele estiver ele está orgulhoso de mim.
E daqui para frente, o que posso querer é um futuro cada vez mais feliz com minha família.

Maratona de Curitiba

 

Pega leve

Fabio Biscaia está na fase de polimento para a maratona de Curitiba: treino leve | Foto:Walter Alves/ Gazeta do Povo

Angelo BinderMatéria original na Gazeta do Povo

A duas semanas da Ma ra tona de Curitiba [domingo, dia 21] é hora de relaxar. Rela xar? Isso mesmo. Para quem treinou rigorosamente por três meses, é o momento de pegar leve. Começa a fase chamada de polimento, que pode durar de duas a três semanas. Neste período, a rodagem do candidato a maratonista cai pela metade.

Fabio Biscaia, 39 anos, por exemplo, che gou a fazer 62 quilômetros por semana nos trei nos mais puxados pa ra o desafio dos 42,1 km. No mesmo pe ríodo, na fa se de polimento, a planilha do publicitário prevê no máximo 30 quilômetros. “Para a com petição-al vo do atleta procuramos re duzir o vo lu me e a in ten sidade do treinamento, fazendo assim com que o corpo tenha uma melhora extra para a prova e o ele tenha o melhor do seu desempenho. É como fazer um polimento em um carro, quando fazemos o brilho final depois de passar por vários processos de consertos e reparos”, explica Murilo Bastos, diretor-técnico da Triax, as sessoria esportiva responsável pela planilha de treinos do publicitário.

A fase do “brilho final”, como diz Bastos, não é igual para todos. Ela varia de acordo com a condição e objetivo de cada pessoa na maratona. “Mas, como regra ge ral, podemos estabelecer que em torno de 15 a 20 dias reduzimos gradativamente a quilometragem semanal e também a velocidade dos treinos, procurando correr na velocidade estabelecida pa ra a prova, que não é elevada. Na maratona, deve-se conservar uma velocidade confortável”, lembra o diretor-técnico, citando outro benefício da etapa: evitar lesões de véspera.

Por isso Biscaia segue a fio as pla nilhas de treinos. Inscrito pela segunda vez na mais famosa corrida de rua curitibana, ele avisa que tem condições de baixar seu tempo por causa da fase de polimento. “Ano passado, fiz para 4h48. Da qui a duas semanas, tenho planos de fechar em 4h10”, avisa, lembrando que a musculação três ve zes por semana faz parte dos últimos treinos.

Para quem se esmerou e seguiu as planilhas de treinos recomendadas por profissionais de educação física, vale uma dica importante da fase de polimento. “Alguns atletas dão uma ‘trotada’ de 10 a 15 minutos na véspera, apenas para espantar a ansiedade e soltar as pernas”, recomenda Bastos.

Maratona pode machucar o coração

Quem se preparou corretamente para o desafio de 42,1 km, está ha bi tuado a correr longas distâncias e faz exames médicos periodicamente pode ficar tranquilo, certo? Há controvérsias. Segundo estudo apresentado pela Universidade de Laval, neste mês, no Congresso Car diovascular Canadense, correr maratona pode “machucar o coração”.

A pesquisa examinou 20 corredores amadores saudáveis algumas semanas antes e 48 horas depois de uma prova. Foram feitos testes de esforço, de sangue e ressonância magnética. Os exames mostraram alterações no bombeamento sanguíneo e na oxigenação do coração, além de microlesões e inchaço no órgão.

Os piores resultados foram de pessoas com menor índice de absorção de oxigênio pelo teste VO2. Três meses depois, os exames foram repetidos e as alterações tinham desaparecido